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EXAME DIAGNÓSTICO DE HIV

In Formação nº 188                                                                  novembro 2019

O diagnóstico laboratorial para HIV

Estes exames têm por finalidade a detecção de anticorpos contra o HIV (vírus da Imunodeficiência Humana) no sangue, para o que o IACS obedece o Fluxograma 3 do Ministério da Saúde.

Metodologias

Atualmente utilizamos duas metodologias para a realização do teste para HIV.  Uma para triagem e outra para confirmação.

A primeira, é o teste imunoenzimático (ELISA) de quarta geração, que permite a detecção dos anticorpos anti HIV2, dos anticorpos anti HIV1 que normalmente se positivam a partir da terceira ou quarta semana de infecção e também a detecção do antígeno p24 do HIV1, que se positiva a partir do décimo dia após o contágio.

A segunda metodologia é realizada para confirmar o resultado da primeira. O exame confirmatório de eleição é o teste para carga viral. Este teste molecular permite o diagnóstico de infecções agudas ou recentes e apresenta o melhor custo/efetividade. Ele possui excelente sensibilidade e especificidade, sendo que este PCR em tempo real utilizado no IACS é capaz de quantificar já a partir de 40 cópias/mL. É a técnica mais sensível disponível no momento. O teste para carga viral é o primeiro a se positivar: é detectável antes da proteína p24, podendo ser positivo a partir do sexto dia após o contágio, em geral no décimo dia. Na vigência de casos agudos o paciente apresentará, habitualmente, carga viral elevada (105 a 106 cópias/mL). 

Depois do advento do teste para carga viral deixamos de fazer o Western Blot por ele ser menos sensível e por produzir resultados falso positivos, falso negativos e indeterminados (inconclusivos). Este teste é indicado para aqueles indivíduos chamados de ‘controladores de elite’, que mantêm a viremia em níveis baixos ou mesmo indetectáveis nos testes moleculares. O Western Blot é então usado como teste confirmatório.

Rotina seguida pelo IACS

Empregamos como teste inicial o imunoensáio de quarta geração e o molecular como teste complementar para as amostras reagentes. O teste de quarta geração é capaz de detectar, como visto acima, anticorpos anti HIV-1, anti HIV-2 e o antígeno p24 do HIV-1.

Amostra não reagente                                                                                                                               Se a amostra de sangue se apresentar ‘não reagente’ ao teste de imunoensáio, o resultado será liberado como “amostra não reagente para HIV”.

Amostra reagente                                                                                                                                         Se a amostra se apresentar ‘reagente’, ela deverá ser submetida ao teste molecular e, para tanto, será solicitada uma segunda amostra de sangue para confirmação do resultado inicial. Se este segundo teste for ‘reagente’, indica infecção pelo vírus HIV-1 e não pelo HIV-2, que é predominante em certas regiões da África. Caso haja evidência epidemiológica de exposição ao vírus HIV-2 é necessário fazer o teste de Western Blot específico para aquele vírus. Nos casos em que o resultado da carga viral situa-se abaixo de 5.000 cópias/mL ou abaixo do limite de detecção do teste molecular, deve-se também realizar o Western Blot.

Necessidade da nova coleta

A solicitação de uma nova coleta não significa, necessariamente, que o resultado do paciente seja positivo, e portanto que ele esteja infectado pelo vírus. Esta nova coleta serve para confirmar resultados inicialmente reagentes ou inconclusivos. Ademais, problemas técnicos ou da própria amostra podem também impossibilitar a análise, o que também leva à necessidade de nova coleta.

Recusa de nova coleta - Termo de Responsabilidade

Ao solicitarmos nova coleta, o paciente pode, a seu critério, negar-se a realizá-la. Neste caso o paciente deverá assinar o Termo de Responsabilidade, no qual declara não concordar com o procedimento da nova coleta. O IACS então liberará seu laudo sem a confirmação do resultado em nova amostra, com a observação de que não foi realizado o procedimento completo por opção do paciente.

Referências bibliográficas

Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV – Ministério da Saúde 2013                                                                              J Acquir Immune Defic Syndr   Vol 55 supP 2 2010

 

Fluxograma 3  -  Imunoensáio de 4ª geração seguido do teste molecular como confirmatório

                                                         

Fluxograma 3 Imunoensaio de 4ª geração seguido do teste molecular como confirmatório

 

 

 

 

 

 

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