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A PESQUISA DE STREPTOCOCCUS AGALACTIAE

INFORMAÇÃO 187                              Dezembro 2018  

 

A PESQUISA DE STREPTOCOCCUS AGALACTIAE

 

A pesquisa do microrganismo Streptococcus agalactiae é particularmente importante em mulheres grávidas e em imunocomprometidos. Nas grávidas o seu achado induz à profilaxia com antibióticos, sendo essencial o diagnóstico rápido e por técnicas que maximizem seu encontro.                                                                                                                                                                                                    

O microorganismo é um coco Gram positivo que, em geral, coloniza sem sintomas o trato intestinal e gênito-urinário de pessoas saudáveis e pode causar infecções oportunistas graves em recém nascidos, em pacientes imunocomprometidos e em idosos.

A infecção no recém nascido

Estudos mostram que até 30% das mulheres grávidas são colonizadas por este microrganismo e que a transmissão vertical pode ocorrer em até metade dessas mulheres. Cerca de 1% dos recém nascidos colonizados desenvolve doença precoce, na primeira semana de vida, com sintomas de dificuldade respiratória, apneia ou outros sinais de septicemia. As síndromes mais comuns da doença precoce são septicemia e pneumonia. A menos frequente é meningite.

Como esta transmissão ocorre durante o parto, seja por via ascendente até o líquido amniótico após o início do parto, ou pela ruptura da membrana ou pela passagem do canal de parto, a administração subsequente de antibióticos impede a transmissão vertical, na maioria das vezes, e reduz a incidência desta infecção. A profilaxia no momento do parto é feita nas mulheres com risco da colonização pelo S. agalactiae, nas com parto antes da 37ª semana, nas com temperatura no momento do parto acima de 38 ºC, com ruptura da membrana há mais de 18 horas e nas em que há comprovação da colonização.

Cultura do S. agalactiae

O IACS utiliza um meio de cultura cromogênico que permite leitura rápida e com sensibilidade maior por ser mais direcionado especificamente para esse microorganismo. O teste confirmatório com as colônias suspeitas é liberado em, no máximo, 24 horas.

Colheita

A colonização pelo S. agalactiae pode mudar durante a gravidez e a hora da colheita do material é importante, podendo ser feita entre a 35ª e a 37ª semanas de gestação. Colhe-se o swab no introito vaginal e região perianal, em meio de transporte fornecido pelo IACS quando necessário. O microorganismo pode se manter viável por dois dias à temperatura ambiente. Se houver maior demora, o ideal é refrigerar a 4ºC. Quanto mais cedo o material for enviado ao laboratório, melhor. Vários trabalhos demostram que o material pode ser colhido pela própria paciente em casa, desde que bem orientada.

 

Cultura de urina

Preocupados, também, com o diagnóstico de infecções urinárias, o IACS utiliza meios cromogênicos com a finalidade de substituir os meios de cultura tradicionais por estes, mais modernos, que permitem a identificação com maior brevidade dos microorganismos mais comuns causadores das infecções urinárias. Esta mudança assegura um resultado rápido e sensível oferecendo uma resposta melhor e mais precoce ao médico assistente.

Bibliografia

MMWR vol 59 2010

Clin Microbiol ver vol 31 2018

J Clin Microbiol vol 55 2017

 

                       

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