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Testes para anticorpos anti-Coronavírus SARS-CoV2 (COVID-19)

Testes para anticorpos anti-Coronavírus SARS-CoV2 (COVID-19)

Há vários tipos de testes para a detecção de anticorpos anti-Coronavírus.  Entretanto, nem todos são iguais.

  • Alguns detectam o anticorpo da classe IgM outro da classe IgA e alguns da classe IgG.
  • Há anticorpos contra várias proteínas virais (antígenos): anti-N (nucleocapsídeo), anti-S (Spike) e anti-RDB (Domínio Ligador do Receptor), em cada uma das classes de anticorpos IgM, IgA ou IgG).

É importante que os testes de anticorpos sejam realizados após a fase aguda da doença, idealmente um mínimo de 14 dias após o início dos sintomas, momento em que o organismo da maioria dos indivíduos está produzindo anticorpos em quantidade detectável.

Os primeiros anticorpos a surgir são os anticorpos da classe IgM, seguidos de perto pelos IgA, em algumas pessoas já no 10º -12º dia.  Alguns dias depois surgem os anticorpos IgG (perto do 14º dia), que são os mais específicos (menor reação cruzada).   Enquanto os anticorpos IgM decaem 1 a 2 meses após a infecção, os anticorpos IgA e IgG permanecem, por um prazo de minimamente 2 anos (especulação a partir do perfil dos anticorpos anti-SARS1).

Há vários tipos de testes para anticorpos, mas podemos dividi-los em três importantes categorias

  • Testes rápidos ou Qualitativos
  • Testes semi-quantitativos (por vários métodos: ELISA, Quimioluminescência, etc.) e
  • Testes quantitativos (por vários métodos: ELISA, Quimioluminescência, etc.).

 

Há três bons motivos para não escolher um teste qualitativo = teste rápido

E um motivo para escolher um teste sorológico quantitativo (ou semi-quantitativo).

 

1 - Baixa Sensibilidade (pode significar resultados errados)

Um estudo realizado no Hospital das Clínicas da FMUSP demonstrou que quando usando o sangue capilar (sangue da ponta de dedo), a sensibilidade dos testes rápidos é de apenas 50% daquela de testes que usam o soro.  Metade dos pacientes com anticorpos não são detectados por esses testes = falsos negativos em 50% dos resultados!

2 - Falha em perceber resultados falso positivos (pode significar resultados errados)

Mesmo os melhores testes não apresentam 100% de sensibilidade e 100% de especificidade.  Isso significa que resultados falso positivos e falso negativos podem ocorrer, especialmente em situações que alteram a resposta imune individual. Vacinação, gravidez e infecções por outros vírus podem produzir resultados falso-positivos fracos, (quantidades baixas de anticorpos).  Um teste quantitativo (ou semi-quantitativo) permite perceber esses resultados baixos como uma pista para acompanhamento e seguimento, e em geral se tornam negativos com o tempo.

3 - Subjetividade (pode significar resultados errados)

Quando se usa um teste qualitativo (aquele que não gera um resultado numérico), pode haver dúvidas na interpretação do resultado.  Além disso, pode haver influência da iluminação e do treinamento da equipe.  Portanto, testes rápidos exigem a interpretação do resultado, que é variável de uma pessoa para outra diminuindo consideravelmente a sua sensibilidade.  Já um teste quantitativo (ou semi-quantitativo), produz resultados baseado em números, isto é, sem depender da subjetividade do olho humano.

4 - Uso futuro

Muito provavelmente, a quantidade de anticorpos produzida será correlacionada com a resposta protetora: quem tiver mais anticorpos possivelmente estará mais protegido contra uma reinfecção.

 

Gráfico de Infecção e anticorpos da COVID

 

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