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Sua Saúde

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Ervas medicinais e suplementos - quando não usá-los

 

Atualmente um grande número de pessoas utilizam ervas medicinais sem o conhecimento de seu médico assistente. Isto acontece porque, como são consideradas "naturais", os usuários imaginam que sejam seguras; no entanto, muitas delas contêm substâncias que podem ser prejudiciais, principalmente quando empregadas concomitantemente com medicamentos alopáticos.

A seguir estão listadas algumas ervas que devem ser evitadas em associação com medicamentos:

GINSENG
Entre outros usos, é utilizado como auxiliar do sistema imune e como energizante. Deve ser evitado em associação com warfarina (anticoagulante) porque há possibilidade de aumentar o risco de sangramentos expontâneos. Com antidepressivos como fenelzina pode causar dor de cabeça, tremores e comportamento maníaco. Com digoxina (medicação para o coração) há interferência na sua ação e dificuldade em ajustar a dosagem certa.
O Ginseng também pode reduzir o nível sanguíneo da glicose em diabétIcos (principalmente tipo II), e seu uso associado com medicamentos hipoglicemiantes requer um acompanhamento mais freqüente da glicemia.

GINKGO BILOBA
Utilizado na doença de Alzheimer e na claudicação intermitente, entre outras. Evitar o uso com aspirina, ticlopidine (antiagregante plaquetário), clopidogrel (antiagregante plaquetário), dipiridamol (vasodilatador), warfarina (anticoagulante), pela sua capacidade de aumentar o efeito anticoagulante destas drogas e poder levar a sangramento expontâneo e/ou excessivo. Pode aumentar o efeito de antidepressivos. Com antipsicóticos pode levar a convulsões. A erva também altera os níveis de insulina e requer acompanhamento mais frequente da glicemia.

IPRIFLAVONA
Utilizada no tratamento da osteoporose. Não deve ser tomada com warfarina (anticoagulante), antipsicóticos, tacrina (medicamento para Alzheimer) teofilina (asma), cafeína, tamoxifeno (câncer), ciclobenzaprina (relaxante muscular), cilecoxibe (artrite). A ipriflavona afeta o metabolismo destas drogas, em geral aumentando seu efeito.

ALHO
Usado para vários fins, como na hipertensão, na hiperlipidemia e em problemas cardiovasculares. Evitar seu uso com aspirina, ticlopidina (antiagregante plaquetário), clopidogrel (antiagregante plaquetário), dipiridamol (vasodilatador), warfarina (anticoagulante) porque pode levar a sangramento excessivo. Junto com ciclosporina (imunossupressor) em geral diminui seu efeito, com conseqüências graves como rejeição do transplante. Também diminui o efeito do saquinavir (HIV), com tendência ao aparecimento de resistência do vírus. O alho também pode diminuir o nível da glicemia, as vezes, reduzindo a necessidade de insulina ou de hipoglicemiantes orais em diabéticos.

GENGIBRE
Utilizado para náusea e artrite. Seu uso deve ser evitado com aspirina, ticlopidina (antiagregante plaquetário), clopidogrel (antiagregante plaquetário), dipiridamol (vasodilatador), warfarina (anticoagulante), porque pode levar a sangramento excessivo. Como esta erva aumenta a produção de ácido no estômago, interfere com os antiácidos bloqueadores do H2 e os inibidores da bomba de próton. Pode baixar a pressão sanguínea e o nível da glicemia, o que pode reduzir a necessidade de medicamentos para pressão ou de insulina em diabéticos.

DONG QUAI
Utilizada no tratamento de sintomas da menopausa. Deve ser evitada com warfarina em razão de aumentar o risco de sangramento. Junto com alguns antibióticos, como sulfas e quinolonas, ou outros produtos naturais como a Erva de São João, aumenta a possibilidade de fototoxicidade

ERVA DE SÃO JOÃO
Empregada no tratamento de depressão. Deve ser evitada com antidepressivos porque pode levar a síndrome do excesso de serotonina. Drogas como as inibidoras da protease (medicamento para HIV/AIDS), as inibidoras da transcriptidase reversa (medicamento para HIV/AIDS), digoxina (coração), teofilina (asma), ciclosporina (medicamento para transplantados), quimioterápicos (tumores), nifedipina (antihipertensivo), diltiazem (para coração), warfarina (anticoagulante) e tamoxifeno (câncer), têm seu efeito reduzido, as vezes, com conseqüências graves como rejeição do transplante e resistência do vírus HIV devido a nível subterapêutico do medicamento. Pode, também, reduzir o efeito de anticoncepcionais orais, com risco de gravidez. Devido a esses efeitos a erva deve ser evitada com qualquer tipo de medicamento.

COENZIMA Q.10
Utilizado para problemas cardíacos. Deve ser evitado com warfarina (anticoagulante) por reduzir sua ação, e com quimioterápicos (tumores) pelo mesmo motivo. Pode, também, diminuir a necessidade de insulina em diabéticos.

EFREDA (MA-HUANG)
Utilizada para perder peso e como energizante. Não deve ser associada com cafeína, descongestionantes, estimulantes, teofilina (asma), anticonvulsivantes. A erva por si só já aumenta a possibilidade de ataque cardíaco, infarto e convulsões, e, quando combinada com as drogas citadas, o risco é ainda maior

MELATONINA
É um suplemento utilizado para distúrbios do sono. Deve ser evitado com nifedipina (medicamento para hipertensão e outros problemas cardíacos) porque diminue o efeito da droga . Com fluvoxamina (antidepressivo) pode levar a sono excessivo.

KAVA-KAVA
Utilizado como sedativo. Deve ser evitado com pílulas para dormir, antipsicóticos, álcool e ansiolíticos, porque pode levar a sedação profunda. Em pessoas que sofrem de Parkinson pode haver exacerbação dos sintomas. Esta erva é hepatotóxica.

CONCLUSÃO
Ao contrário do freqüentemente alardeado, que produtos "naturais" são seguros, aqui são citadas algumas ervas que podem levar a efeitos tóxicos significativos e a interações perigosas quando associadas a medicamentos. Com relação ao laboratório, podem ser encontrados resultados anormais em alguns testes nos usuários desses produtos.

 

Prevenção do câncer ginecológico

 

O que é Câncer Ginecológico?
É o câncer que atinge os órgãos do aparelho reprodutor feminino e corresponde a quase 30% dos casos de câncer na mulher. Hoje em dia, quando diagnosticado precocemente, ele já é curável na grande maioria dos casos.

Por que devo preocupar-me com esta doença?
O câncer ginecológico é ainda uma das principais causas de mortalidade feminina. Isto ocorre principalmente porque, no início, a doença pode ser assintomática ou apresentar sintomas inespecíficos que não alertam a mulher para a necessidade de se consultar e fazer os exames preventivos. Por ser uma doença de evolução lenta, poderá já estar em uma fase adiantada ao ser diagnosticada, quando, muitas vezes, os resultados do tratamento são precários e menores as chances de cura.

Há alguma forma de evitá-la?
A doença pode ser evitada através da consulta periódica ao seu ginecologista e da realização do exame de colpocitologia oncótica (Papanicolaou) associado à colposcopia e, quando necessário, à biópsia. Estes exames devem ser feitos anualmente ou com menor intervalo, a critério do seu médico.

O que é colpocitologia?
Colpocitologia é o exame das células que se descamam normalmente da mucosa que reveste o útero e as paredes vaginais. Este estudo que é por vezes denominado pelo nome do seu autor, Papanicolaou, é muito útil para a prevenção do câncer ginecológico. Desde que o teste de Papanicolaou tornou-se disponível no final da década de 1940, a mortalidade do câncer cervical foi reduzida em 70%.

O que é colposcopia?
Colposcopia é um dos exames que a medicina dispõe para diagnosticar algumas enfermidades e para fazer a prevenção do câncer ginecológico. Ele é realizado por um médico especialista através de um aparelho, o colposcópio, que possibilita a visualização do colo do útero e das paredes vaginais com grande aumento. Durante a colposcopia, o médico inspeciona minuciosamente o revestimento daquelas regiões em busca de anormalidades como infecção, processo inflamatório, cicatriz devida a procedimento anterior e, principalmente, alterações que possam sugerir a presença do câncer.

O que é biópsia?
Algumas vezes, dependendo do aspecto das alterações presentes na colposcopia, poderá ser necessário a complementação da observação com o estudo do tecido do local alterado, e para isso é realizada a biópsia.
A biópsia consiste na retirada de um pequeno fragmento de tecido que será encaminhado a estudo anátomo patológico. O resultado desse exame fornecerá um diagnóstico preciso para que o ginecologista possa fazer o tratamento adequado.
A biópsia é um procedimento indolor porque as regiões manipuladas não possuem inervação e, portanto, não têm sensibilidade.

O que é HPV?
O HPV (Papiloma Virus Humano) é um vírus que pode causar lesões em colo, vagina, vulva e ânus. Estas lesões podem ser verrugas ou lesões planas muitas vezes assintomáticas. Alguns sub-tipos desse vírus, quando não diagnosticados e tratados, podem levar ao aparecimento do câncer ginecológico.
Os exames preventivos de Papanicolaou, colposcopia e, eventualmente, a biópsia podem sugerir a presença dessa virose. Exames específicos podem ser usados para comprovar a existência do vírus, verificar seu sub-tipo e acompanhar a evolução do tratamento.

Qual o preparo para a realização destes exames?
Para que não haja alteração da secreção vaginal e do aspecto do colo, recomendamos que, a partir de 3 dias antes do exame, a paciente não esteja menstruada, não use cremes vaginais, não tenha relações sexuais e não faça lavagem interna da vagina, tipo ducha vaginal (o banho normal não interfere no exame).

Há algum risco de eu ser contaminada com alguma doença ao fazer estes exames?
Esta é também uma preocupação nossa. Para evitar qualquer tipo de risco de contaminação utilizamos espéculos descartáveis e material esterilizado para a sua total segurança.

 

A saúde do seu bebê teste do pezinho

O QUE É TESTE DO PEZINHO?

O teste do pezinho é uma maneira de conhecer o organismo do bebê e verificar se existem algumas doenças que podem comprometer o seu desenvolvimento normal. O bebê pode estar com aparência e comportamento normais nesta fase da vida, porém estar acometido de alguma doença que irá se manifestar mais tarde, ocasionando sérios danos à sua saúde.

COMO ELE É FEITO ?
É um procedimento simples e que não traz riscos para a criança. São coletadas gotas de sangue do calcanhar (daí o nome do teste) e colocadas sobre um papel de filtro. Pode, também, ser coletado sangue da veia.
O período ideal para coletar o sangue é a partir do 3º dia de vida. No caso de prematuros as amostras devem ser obtidas após 5 dias de vida. O importante é que já tenham decorrido, pelo menos, 24 horas depois da primeira mamada. Embora esse exame possa ser feito em qualquer idade, não é recomendável depois do 3º mês, porque alguns dos testes não são aplicáveis após essa idade.

QUAIS DOENÇAS SÃO PESQUISADAS ?
É possível a pesquisa de um grande número de doenças. A pesquisa de algumas é, inclusive, obrigatória por força de lei, como é o caso da fenilcetonúria, hipotiroidismo congênito e hemoglobinopatias.

O IACS sistematizou os testes e oferece a alternativa de tres grupos de exames:

1- Teste do pezinho simples
Os exames efetuados neste grupo são: PKU, cromatografia de aminoácidos, estudo das hemoglobinas, TSH, T4, 17- OH-progesterona e ITR.

As doenças rastreadas por esses testes são:

FENILCETONÚRIA: Distúrbio genético que acomete 1/1000 recém-nascidos, no qual um dos aminoácidos do leite pode prejudicar a saúde do bebê, causando retardo mental grave.

HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO: Doença metabólica que acomete 1/4000 crianças, onde a falta dos hormônios produzidos pela glândula tireóide causa deficiência mental e retardo no crescimento.

ANEMIA FALCIFORME: As hemoglobinopatias são doenças causadas por anormalidade na estrutura ou na produção das hemoglobinas. Crianças com hemoglobina anormal S apresentarão anemia e suscetibilidade a infecções.

HIPERPLASIA CONGÊNITA DAS SUPRA-RENAIS: É um erro inato do metabolismo dos hormônios esteróides com incidência de 1/5000 nascimentos. Pode levar a desidratação aguda e ambigüidade nos órgãos genitais: masculinização do feto feminino e incompleta masculinização do feto masculino.

FIBROSE CÍSTICA: Doença genética que acomete 1/3000 recém-nascidos. O comprometimento é extenso, principalmente problemas respiratórios e gastrintestinais.

2- Teste do pezinho master.
Além dos exames citados acima no teste do pezinho simples, neste grupo são efetuados mais os seguintes: galactose e galactose-1-fosfato, atividade da biotinidase, IgM anti-Toxoplasma gondii, atividade da glicose-6-fosfato desidrogenase, IgM anti-Treponema pallidum, IgM anti-Citomegalovirus, anticorpos totais anti-Trypanosoma cruzi, IgM anti-virus da Rubéola, pesquisa da mutação G985A da MCAD e pesquisa de anticorpos anti -HIV 1 e 2.

As doenças rastreadas por esses testes são:

GALACTOSEMIA: A galactose normalmente presente no leite ocasiona nestas crianças um quadro grave marcado por catarata, convulsões e diarréia.

DEFICIÊNCIA DE BIOTINIDASE: A carência de biotina pode levar a convulsões, falta de equilíbrio, hipotonia, lesões na pele, perda de audição, retardo no desenvolvimento e acidose metabólica.

TOXOPLASMOSE CONGÊNITA: Infecção adquirida pela gestante que, se transmitida ao feto, pode causar transtornos no seu desenvolvimento como microcefalia, lesões oculares e outros problemas.

DEFICIÊNCIA DE G6PD: A deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase é a enzimapatia mais comunente encontrada, e pode causar icterícia neonatal ou anemia hemolítica.

SÍFILIS CONGÊNITA: Esta doença é adquirida durante a gestação por contaminação materna, e poderá ocasionar ao nascimento problemas de pele, baço, ossos, fígado e sistema nervoso.

CITOMEGALOVIROSE: Entre as manifestações associadas a infecção congênita pelo citomegalovírus estão hidrocefalia, calcificações cerebrais e seqüelas visuais, auditivas e mentais.

DOENÇAS DE CHAGAS: Esta parasitose, quando adquirida na gestação, pode se manifestar por anemia, febre, dores musculares, lesões ósseas e graus variados de problemas cardíacos.

RUBÉOLA CONGÊNITA: Infecção viral transmitida pela mãe ao feto, que pode causar deficiência mental, retardo no crescimento, deficiência auditiva, defeitos cardíacos, catarata, lesões ósseas e outros problemas.

MCAD: É uma doença genética potencialmente fatal, que pode provocar o quadro de morte súbita.

AIDS: A síndrome da imunodeficiência adquirida pode ser transmitida ao feto pela mãe contaminada.

3- Teste do pezinho expandido

Neste grupo, além das doenças citadas nos testes do pezinho ampliado e master, são rastreadas as aminoacidopatias, os disturbios do ciclo da ureia e os distúrbios das acilcarnitinas, utilizando o método da espectrometria de massas em tandem. Esta nova metodologia amplia os distúrbios metabólicos pesquisados e revela maior precisão para o diagnóstico dos aminoácidospatias

O RESULTADO DESTES TESTES É DEFINITIVO?
Não.
Estes testes são de rastreio. Os resultados suspeitos ou anormais devem ser complementados por outros mais acurados, sendo freqüente haver a necessidade da coleta de mais material para complementar ou para confirmar alguns dos exames do teste do pezinho.

Converse com o seu pediatra. Ele poderá fornecer maiores informações.

 

Colesterol e sua saúde

O que é Colesterol?
É uma substância gordurosa encontrada em todos os tecidos animais e que participa também da formação de hormônios. O seu organismo fabrica todo o colesterol que ele necessita.
O colesterol é necessário para a saúde do corpo, mas, quando em quantidade excessiva torna-se prejudicial. Você pode ter quantidades adicionais de colesterol ao ingerir alimentos de origem animal como as carnes vermelhas, miúdos, gema de ovo e laticínios.

Todo colesterol é mau?
Não. O prejudicial é chamado LDL (Low Density Lipoprotein) que transporta e deposita colesterol na parede das artérias ocasionando o seu entupimento. O colesterol "bom" é o HDL (High Density Lipoprotein) que remove o excesso de colesterol transportando-o ao fígado onde é eliminado.
Uma pessoa saudável é aquela que apresenta altos níveis de HDL (acima de 40 mg/dL) e baixos níveis de LDL (abaixo de 130 mg/dL).

Qual é a relação entre colesterol e doença cardíaca?
Estudos populacionais e clínicos têm demonstrado consistentemente que quanto menor for o nível do colesterol, menor é a chance de doença cardíaca coronariana. Os estudos documentam que maiores níveis de colesterol sanguíneo ocasionam um incremento na sua deposição nas paredes dos vasos que, como consequência, tornam-se mais estreitos. Como resultado o fluxo de sangue na artéria coronariana que irriga o músculo do coração é reduzido e poderá ocorrer um ataque cardíaco.

Há alguma evidência para demonstrar que a redução do nível elevado de colesterol é benéfica?
Os estudos clínicos demonstram que ao se diminuir o colesterol elevado de um indivíduo, há uma redução no seu risco de doença cardíaca coronariana. Como regra geral, para cada 1 % de redução do colesterol, há 2% de redução no risco dessa doença cardíaca.

Colesterol é a única causa de doença cardíaca?
Além dos níveis elevados de colesterol, há outros fatores de risco de doença cardíaca coronariana que requerem a sua atenção: fumo, pressão sanguínea elevada, obesidade, falta de exercício físico, estresse, entre outros.

Com qual nível de colesterol eu terei um risco aumentado de doença coronariana?
A Sociedade Brasileira de Cardiologia adotou pontos de corte para identificar as pessoas sob risco:

COLESTEROL TOTAL*

abaixo de 200 = desejável

200-239 = limítrofe / elevado

acima de 240 = elevado

COLESTEROL LDL*

abaixo de 100

(prevenção primária de alto risco e prevenção secundária)

abaixo de 130

(prevenção no baixo e médio risco)

*Valores em mg/dl

O resultado da dosagem do colesterol é sempre confiável?
O método que o laboratório dispõe para dosar o colesterol tem uma precisão de ± 6%; assim, se o resultado encontrado for, por exemplo, 250 mg/dL, isto significa que o valor real está compreendido entre 235 (-6%) e 265 (+6%). Além dessa variação ligada à metodologia, os níveis sanguíneos do colesterol flutuam hora a hora, dia a dia e ao longo das estações do ano. Algumas doenças, dieta, ingestão de álcool, exercício físico, medicamentos, estresse, também ocasionam alterações no colesterol. Por essas razões, todos os resultados de colesterol acima de 200 mg/dL devem ter seu valor confirmado por uma segunda determinação, e a média dos dois testes usada como guia para a tomada de decisões.

Com que idade uma pessoa deve se preocupar com o colesterol?
As evidências médicas indicam que a acumulação de substâncias gordurosas nas artérias começa desde a infância, embora as conseqüências não sejam evidentes até a idade adulta. Esta é, pois, uma moléstia silenciosa.
Um estilo de vida saudável a partir da juventude, com dieta e exercícios adequados, pode prevenir doenças cardíacas.
Os especialistas sugerem um controle da colesterolemia a cada 5 anos a partir dos 20 anos de idade.
Se existir história nos pais e irmãos, de colesterol elevado ou doença cardíaca coronariana, então a criança deve ser testada.

É muito tarde para corrigir um problema de colesterol sanguíneo?
Nunca é muito tarde. O cuidado com os níveis de colesterol é muito importante em qualquer idade.
Se os seus níveis do colesterol total estiverem elevados, o seu médico assistente irá determinar a realização de outros exames como o LDL, HDL, VLDL, triglicérides, apoproteinas A e B, ou outros. Caberá a ele interpretar adequadamente os resultados e instituir a dieta apropriada e a medicação, se necessária.

 

Diabetes e sua saúde

 

O que é diabetes ?
Diabetes é uma condição na qual o organismo não consegue utilizar adequadamente a glicose. Depois de ingerido, uma parte do alimento é transformado num açúcar chamado glicose, o qual é usado para gerar energia dentro das células. A entrada da glicose nas células é facilitada pela insulina, um hormônio fabricado no pâncreas. No diabetes existe falta de insulina: a glicose deixa de entrar nas células, acumulase no sangue e o excesso é excretado pelos rins.

O diabetes é muito freqüente ?
É. Existem muitos milhões de diabéticos no Brasil, mas uma grande parcela da população desconhece a sua condição.
No diabetes chamado Tipo 1, que geralmente acomete indivíduos jovens, o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina, sendo necessário a aplicação diária de injeções desse hormônio.
O diabetes Tipo 2 se desenvolve habitualmente em pessoas acima dos 40 anos. Nestes, o pâncreas produz insulina mas ela não é suficientemente ativa para a entrada adequada da glicose nas células. O tratamento consiste em exercícios, dieta e medicamentos que estimulam a produção de insulina.

Quais são os sintomas do diabetes ?
A glicose que deixa de entrar nas células é eliminada pela urina quando o nivel no sangue ultrapassa 170 mg/dL. Para eliminar esse excesso de açúcar, o rim forma mais urina retirando água dos tecidos. Esta perda de água provoca sede excessiva. A fadiga, fraqueza e perda de peso ocorrem porque o organismo está incapaz de usar a glicose para gerar energia. A falta de glicose dentro das células provoca, também, aumento do apetite numa tentativa infrutífera de prover energia ao corpo. Outros sintomas podem incluir infecções, dificuldade de cicatrização, formigamento e alterações da visão.

Os sintomas do diabetes podem ser controlados com tratamento adequado.

Qual é o papel do laboratório ?
O Laboratório dispõe de um elenco de testes que visam o diagnóstico e o acompanhamento do diabetes. Dentre eles destaca-se:

Glicemia: expressa o nível de glicose no sangue, cujo normal no indivíduo em jejum é 70 a 110 mg/dL. Nos diabéticos descontrolados, além dos sintomas citados, quando as taxas estão abaixo de 45 mg/dL há risco de coma hipoglicêmico e quando acima de 400 mg/dL há risco de coma hiperglicêmico. Os niveis da glicemia sofrem influência de vários fatores, tais como exercício, estresse, alimentação, álcool e medicamentos, e estão sujeitos a contínua flutuação ao longo do dia.

Glicosúria: significa presença de glicose na urina. Normalmente ela está ausente. Se a glicemia ultrapassar os 170 mg/dL começa a haver excreção de glicose pelos rins e aparece a glicosúria.

Curva glicêmica: consiste na determinação seriada das glicemias durante um intervalo de tempo (2 a 5 horas), depois do administração de uma sobrecarga de glicose. Há indivíduos diabéticos cuja glicemia de jejum é normal; contudo, depois de ingerirem alimentos (açúcar) a glicemia sobe a níveis anormais, porque a insulina produzida é insuficiente. O diagnóstico desses diabéticos depende da realização da curva glicêmica.

Hemoglobina glicosilada: hemoglobina é uma substância que circula no sangue dentro dos glóbulos vermelhos e é responsável pelo transporte de oxigênio a todos os tecidos do corpo. A hemoglobina liga-se a glicose presente no sangue, formando tanto mais hemoglobina glicosilada (também chamada hemoglobina A1c J quanto maior for a taxa da glicemia.
Como os glóbulos vermelhos se renovam a cada 2 ou 3 meses, a medição da hemoglobina glicosilada espelha exatamente se a glicemia esteve alta (mais hemoglobina glicosilada) ou baixa (menos hemoglobina glicosilada) durante esses últimos 2 a 3 meses.
O teste da hemoglobina glicosilada não substitue o necessário controle diário da glicemia, mos sim proporciona uma valiosa informação retrospectiva do diabetes, permitindo melhor gerenciar o seu controle.

Frutosamina: do mesmo modo que a hemoglobina, algumas proteínas do plasma também formam compostos glicosilados, sendo a frutosamina o principal. A frutosamina tem uma vida média curta: cerca de 20 dias. Desse modo, os seus níveis espelham a concentração da glicemia nesses 20 dias que antecederam o teste.
As informações temporais fornecidas por esses exames são, portanto, bem distintas e possibilitam uma avaliação efetiva do controle diabético: glicemia de jejum (avaliação imediata), frutosamina (controle a médio prazo) e hemoglobina glicosilada (controle a longo prazo).

Microalbuminúria: trata-se do pesquisa de quantidades incipientes de proteinas no urina, que revelam dano renal leve. Este exame laboratorial serve para monitorar as lesões renais ocasionadas pelo diabetes, que podem levar a sua insuficiência.

É importante o diabético conservar-se sob periódico acompanhamento médico para, principalmente, manter a glicemia dentro de uma faixa adequada, evitando as hiperglicemias e suas sequelas tardias.

 

Causas de variação do seu triglicérides e colesterol

 

Uma dúvida que ocorre com certa freqüência entre as pessoas que fazem o controle dos triglicérides, colesterol, LDL e HDL é:

Porque existe variação nos valores dos resultados encontrados em relação a exames feitos anteriormente?
Na realidade várias são as causasdestas variações, e esta é a razão pela qual a Sociedade Brasileira de Cardiologia faz algumas recomendações que devem ser obedecidas antes de se fazer o exame de lípides (colesterol, triglicérides, etc), com a finalidade de reduzir alguns fatores (não todos) responsáveis por aquelas variações:
1) A dosagem deve ser realizada apenas quando a pessoa estiver em equilíbrio metabólico, isto é, não estiver doente nem se recuperando de alguma doença ou cirurgia. Recomenda-se nestes casos, aguardar pelo menos oito semanas para a dosagem dos lípides. Durante a gestação e até o terceiro mês do puerpério, o exame não deve ser feito.
2) As pessoas devem estar em dieta usual, com peso estável por, pelo menos, duas semanas, isto é, o exame não deve ser feito logo após o início ou o abandono de uma dieta.
3) Várias dosagens durante dois meses, com intervalo de pelo menos uma semana entre elas, devem ser realizadas antes de qualquer decisão médica ser tomada, e o resultado a ser considerado é a média de todas estas dosagens.
4) Realizar as dosagens seriadas sempre que possível no mesmo laboratório para minimizar a variabilidade analítica.
5) As pessoas não devem realizar atividade física intensa 24 horas antes da coleta do sangue.
6) Para a dosagem dos triglicérides, é necessário jejum de 12 a 14 horas, no mínimo.
7) Não tomar bebidas alcoólicas por 72 horas antes do teste.

Outros fatores que interferem nos valoresdos lípides são: o estresse emocional, doenças hepáticas, renais, da tireóide, diabetes mellitus e algumas doenças autoimunes. Vários medicamentos também podem alterar os resultados e, entre eles, os principais são os anti-hipertensivos, imunossupressores, esteróides (anticoncepcionais orais), anticonvulsivantes, aspirina, vitamina C, amiodarona e o alopurinol. Para os triglicérides, um dos fatores mais importantes de variação é a dieta e a ingestão de álcool. Pessoas que não fazem uso regular de bebidas alcoólicas podem ter o triglicérides elevado duas a três vezes depois de um simples copo de vinho e esta alteração pode permanecer por até uma semana.
Um outro fator bastante considerável é a variação intra-individual; ou seja, num mesmo indivíduo, em coletas seriadas, em dias seguidos, mantida a mesma dieta e os mesmos hábitos alimentares, a variação para o triglicérides é da ordem de 23%; para o colesterol total é de 6%, para o HDL-colesterol é de 7.4% e para o LDL-colesterol 9.5%. Para se ter uma idéia do que isto pode representar, um triglicérides de 200 mg pode ter uma variação de 110 mg a 290 mg (dois desvios padrão). Tendo em vista a magnitude da variação, fica clara a necessidade de controlar e minimizar o impacto da variação biológica através da padronização do preparo e condições do paciente e da verificação das drogas e doenças que podem interferir na dosagem e nos valores do perfil lipídio. Ela é muito expressiva e pode mesmo alterar a interpretação e a conduta médica.

 

AIDS e sua saúde

 

O que é AIDS?
A AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é uma doença infecciosa causada por um vírus chamado HIV Este vírus destrói as defesas naturais do organismo contra infecções provocadas por outros vírus, bactérias e fungos.
Esta doença assume grande importância pela sua gravidade e pela rapidez com que está se alastrando por todo o mundo. Ainda não foi descoberta a cura para a AIDS.

Quais são as manifestações da doença?
As manifestações iniciais são análogas as viroses comuns: febre, mal-estar, cansaço, perda de peso, diarréias prolongadas.
As pessoas infectadas podem apresentar um período de incubação de duração muito variável, desde alguns meses até vários anos, durante o qual não há nenhum sintoma. Ainda há controvérsias se todo indivíduo infectado irá necessariamente desenvolver a doença ou não. Contudo, é certo que todo o indivíduo contaminado pode transmitir a doença.
Quando a doença está plenamente desenvolvida, em virtude da deficiência das defesas naturais, há ocorrência de infecções várias, com os sintomas próprios de cada uma delas, como infecções respiratórias, intestinais, meningite e outras.

Como se transmite a AIDS?
O vírus da AIDS está presente no esperma, nas secreções vaginais e no sangue das pessoas contaminadas, e pode se transmitir através de:
- Relações sexuais com portadores do vírus
- Transfusões de sangue quando o mesmo está infectado
- Infecções com material não apropriadamente esterilizado
- Leite materno quando a mãe é portadora do vírus

NINGUÉM PEGA AIDS:
- Pelo convívio com pessoas doentes
- Compartilhando copos, pratos e talheres
- Pelo ar, espirros ou tosse
- Em piscinas, saunas ou qualquer outro lugar público
- Abraçando, beijando ou dando carinho a um amigo que esteja com AIDS.

O que eu devo fazer para não pegar AIDS?
O sexo vem sendo o principal responsável pela disseminação da doença. Quanto maior o número de parceiros sexuais, maior será o risco de contaminacão. O maior risco é através do sexo anal. Como prevenção, você deve:
- Usar sempre e de forma correta a camisinha nas relações sexuais, lembrando que o maior risco é fazer sexo com pessoa contaminada.
- Só usar seringas e agulhas descartáveis.
- No caso de transfusões, só aceitar sangue previamente testado.
- Os objetos cortantes e perfurantes usados em dentista, acupuntura, tatuagem, alicates de unha, agulhas, devem ser desinfetados ou esterilizados.

Em nossa Região, a incidência de AIDS nos usuários de drogas vêm apresentando níveis elevados. O contágio nesse grupo é, habitualmente, devido ao uso compartilhado de seringas e agulhas.

Como é o tratamento para a AIDS?
O tratamento atual visa dois alvos: um é o combate às infecções associadas e o outro é inibir a ação do HIV. Há várias drogas sendo usadas contra o HIV e muitas mais ainda em fase experimental. Ainda não foi encontrada a droga ideal nem uma vacina contra a AIDS.

Como é feito o diagnóstico da AIDS?
Da mesma forma que nos outras doenças, o diagnóstico da AIDS se apóia no história relatada pelo paciente, no exame físico e em exames complementares.
O laboratório dispõe de um elenco de testes que buscam evidenciar: a) substâncias características do vírus (antígenos); b) substâncias produzidas pelo organismo especificamente dirigidas contra o vírus (anticorpos); e c) alterações que ocorrem no organismo durante a infecção pelo HIV, mas que não são específicas dessa doença.

Os exames de laboratório utilizados no diagnóstico da AIDS são absolutamente seguros?
Em termos. Os antígenos virais estão presentes no início da infecção e desaparecem ao surgirem os anticorpos; contudo, na fase mais precoce da infecção os antígenos ainda não são detectáveis. Ademais, entre o desaparecimento dos antígenos e o surgimento dos anticorpos, pode haver um período de tempo durante o qual tanto os antígenos quanto os anticorpos estão ausentes. Finalmente, nos estágios avançados da doença o organismo pode deixar de produzir os anticorpos e o doente torna-se soro-negativo. Com relação a metodologia usada, não existe nos laboratórios médicos nenhum teste que seja, ao mesmo tempo, 100% sensível (sem falso-negativos) e 100% específico (sem falso-positivos).
Por estas razões, todos os resultados devem ser adequadamente interpretados pelo médico assistente, a quem caberá decidir a necessidade ou não de exames suplementares.
Não existe risco de eu pegar AIDS no laboratório ao fazer colheita para exames?
Não. Em toda a casuística mundial não existe nenhum caso desse tipo de contaminação. O material potencialmente infectante usado no laboratório (agulhas e lancetas) é estéril. Outros materiais como seringas, lâminas, tubos, frascos, não entram em contato direto com o paciente e não há a mais remota possibilidade de contaminá-lo através deles.

 

Próstata e sua saúde

 

O que é a Próstata?
A próstata é um órgão exclusivo do homem. Tem a forma de uma pequena maçã e localiza-se logo abaixo da bexiga envolvendo a porção inicial da uretra.
A função da próstata é produzir um líquido que é eliminado junto com os espermatozóides durante o ato sexual. Este líquido é muito importante para a vitalidade dos espermatozóides na fecundação.

Por que devo preocupar-me com a Próstata?
Na maioria dos homens, a próstata começa a aumentar de tamanho depois dos quarenta e cinco anos de idade. Esse aumento chamado Hipertrofia Benigna da Próstata, poderá comprimir a uretra dificultando o escoamento do urina, e provocar sintomas:
- sensação de não esvaziar completamente a bexiga ao terminar de urinar
- necessidade de urinar frequentemente, inclusive a noite
- jato urinário fraco e fino
- jato urinário que pára e recomeça
- dificuldade para conter a urina
- necessidade de fazer força para começar a urinar

Esses sintomas comprometem o bem estar. É curioso o fato de muitas pessoas acharem este tipo de vida normal. Isto é um engano! Não fique constrangido; procure o seu médico, ele poderá ajudá-lo a recuperar a sua qualidade de vida, e inclusive evitar complicações como infecções e danos aos rins.

O que é Câncer de Próstata?
O câncer de próstata é um problema muito sério. Ele é o câncer mais frequente no homem: 10% dos homens tem chance de desenvolver um câncer de próstata aos cinquenta anos de idade. O que é preocupante, é que esse número duplica a cada década, por exemplo, passando a 20% aos sessenta anos de idade e 40% aos setenta anos.
Nas fases iniciais o câncer de próstata, geralmente, não causa sintomas. Em fases mais avançadas, os sintomas podem ser:
- sintomas de obstrução ao fluxo da urina, parecidos com os da hipertrofia benigna
- sangue na urina
- dores dos ossos

O que devo fazer para prevenir-me desse Câncer?
Se você tem mais de quarenta e cinco anos, ou mesmo quarenta anos para aqueles cuja família tem casos dessa doença, consulte um médico para fazer exames preventivos pelo menos uma vez ao ano.
As mulheres, inteligentemente, logo cedo aprendem que devem visitar o ginecologista anualmente, o que se constitue num dado positivo para o diagnóstico precoce de enfermidades e até para a cura de muitas delas. Já está mais do que na hora dos homens aprenderem essa lição. Seria proveitoso se as mulheres estimulassem ou mesmo levassem os seus companheiros anualmente ao urologista.
Se você tem mais de quarenta e cinco anos e não sente nada, tanto melhor. Este é o momento ideal para fazer exames preventivos, pois o câncer da próstata quando identificado nas fases iniciais tem muito aumentadas as chances de cura.

Quais são os exames preventivos para o Câncer de Próstata?
O seu médico fará um exame clínico com palpação da próstata e poderá solicitar exames especializados, como o ultra-som, a biópsia e exames de laboratório.
O papel do laboratório é principalmente na realização do exame PSA (Antígeno Prostático Específico). Esta substância produzida pela próstata está normalmente presente no sangue. Em algumas ocasiões, como na hipertrofia benigna da próstata e no câncer da próstata, o PSA pode encontrar-se em níveis aumentados. A interpretação dos resultados dos exames, feita pelo seu médico, leva em consideração a idade do paciente, o tamanho e a consistência da próstata, a correlação entre o PSA total e o PSA livre, os quais em conjunto com o exame clínico permitem estabelecer um diagnóstico, diferenciando um aumento benigno da próstata de um aumento maligno.
Em resumo. O aumento maligno da próstata pode pôr em risco a vida. Não deixe de fazer exames preventivos, pelo menos, uma vez ao ano, depois dos quarenta e cinco anos de idade.

É necessário preparo prévio para a coleta do exame de PSA ?
Além da hipertrofia benigna da próstata e do câncer da próstata, outras causas também podem produzir elevações do PSA.
Inflamação ou infecção da próstata, infecções do trato urinário, instrumentações do trato urinário como sondas, instrumentações do reto como o exame de ultra-som transretal, a colonoscopia, e procedimentos sobre a próstata como a biópsia e o toque retal, podem provocar aumento do PSA. Nestes casos, o exame só deverá ser feito a quatro semanas depois.
A relação sexual, até dois dias antes do exame, pode levar a resultados aumentados.
A prática do ciclismo, assim como a equitação, a bicicleta ergonométrica e alguns exercícios físicos fortes devem ser evitados, pelo menos, três dias antes do exame.

Outras limitações
Medicamentos usados no tratamento do câncer, terapias com hormônios, o uso de finasterida e algumas ervas medicinais também podem alterar o resultado do PSA.
A presença de anticorpos heterófilos no soro de alguns pacientes, os quais podem ocorrer na vigência de alguns processos infecciosos ou por causas não identificadas, levam a resultados alterados em vários exames, aí incluído o de PSA.
Apesar de todas essas limitações, o teste de PSA associado ao toque retal, ainda é na atualidade a melhor ferramenta para a triagem do câncer de próstata.

 

A Hepatite C

 

0 que é a Hepatite C ?
A Hepatite C é uma infecção causada por um vírus (HCV) e que leva a um processo inflamatório do fígado.

Como se transmite a Hepatite C?
Há vários modos de transmissão, o mais comum é através do sangue de pessoa contaminada. Uma forma de contágio é pelo uso compartilhado de agulhas e seringas pelos usuários de drogas. Outra forma é através de transfusão de sangue contaminado ou pela administração de seus derivados. Atualmente a transfusão de sangue tornou-se mais segura graças ao desenvolvimento de reações sorológicas que permitem identificar os sangues contaminados.
A transmissão sexual e a materno-fetal podem ocorrer, porém são pouco freqüentes. E, em 40% dos casos não se consegue identificar a fonte da infecção.

Tenho risco de ficar infectado com Hepatite C?
Qualquer um pode se tornar infectado pela Hepatite C, mas aqueles que correm maior risco são:
- Pessoas que receberam transfusão de sangue antes do ano de 1992
- Pessoas que fazem diálise
- Usuários de drogas (passado ou presente) Pessoas com muitos parceiros sexuais
- Recém nascidos de mães infectadas
- Pessoal médico ou paramédico que se expõem com freqüência a sangue.

Quais são os sinais e sintomas da hepatite C?
Pessoas infectadas com o vírus da Hepatite C em geral não têm sintomas.

Que precauções devo tomar para prevenir a infecção ou impedir que eu passe a infecção para outras pessoas ?
As agulhas, as seringas e outros instrumentos utilizados pelos usuários de drogas são uma importante fonte de transmissão da doença.
Pacientes portadores do vírus da Hepatite C devem seguir algumas recomendações como: não compartilhar barbeadores (lâminas), escova de dentes, cortadores de unhas e de cutículas com outras pessoas. Devem, ainda, informar qualquer profissional de saúde do qual estejam recebendo cuidados, da sua condição de portadores do vírus da Hepatite C.
Não é necessário, contudo, mudar a rotina da familia como usar quartos separados nem utensílios para comer. Se houver vários parceiros sexuais, é recomendável o uso de barreiras tipo camisinha de Vênus.

Como saber se eu tenho Hepatite C ?
A maneira mais simples é fazer o exame de sangue. O teste de triagem para Hepatite C é a pesquisa de anticorpos (anti-HCV). Para confirmar se o vírus está ativo deve ser feito um teste adicional, o PCR. Este detecta o RNA do vírus da Hepatite C no sangue. Outros testes podem ser feitos como o estudo do genótipo que identifica a variedade do vírus e ajuda no planejamento do tratamento.

Qual o risco da Hepatite C tornar-se crônica?
Aproximadamente 70 a 80% dos indivíduos com Hepatite C aguda vão progredir para Hepatite C crônica. Como a Hepatite C aguda raramente leva a sintomas, a maioria dos indivíduos com Hepatite C crônica não se lembra de ter tido uma hepatite aguda no passado. Exames de sangue para enzimas hepáticas podem sugerir o grau de inflamação no fígado, mas, uma classificação mais segura do estágio da doença é feita através da biópsia hepática.

Quais as conseqüências da Hepatite C ?
Algumas pessoas carregam o vírus mas continuam bem, sem sintomas e com exames de sangue para as enzimas do fígado normais. Cerca de 70 a 80% apresentam estas enzimas alteradas e hepatite crônica na biópsia. Estima-se que cerca de 20% dos pacientes vão desenvolver cirrose após 20 anos de infecção.

Há tratamento para a Hepatite C ?
Sim, mas nem todos os pacientes com Hepatite C necessitam de tratamento. O seu médico e a pessoa indicada para verificar o comprometimento hepático e se você vai se beneficiar com o tratamento.

 

Osteoporose e sua saúde

 

O QUE É ?

Osteoporose é o adelgaçamento dos ossos com a conseqüente redução da sua massa. Esses ossos menos densos e, portanto, mais frágeis, podem vir a quebrar facilmente, o que constitui a característica da osteoporose. As fraturas mais freqüentes são as do pulso, da coluna e do quadril.

QUAL É A CAUSA ?

O osso é um tecido vivo, cujas células são continuamente destruídas e substituídas por outras novas. A medida que envelhecemos, a velocidade de formação do tecido novo é menor do que a do removido; como resultado, o osso vai se tornando mais delgado, mais poroso e mais frágil. A osteoporose é, portanto, um processo natural do envelhecimento.

Como a expectativa de vida vem aumentando, o número de idosos é cada dia maior, o que acarreta aumento no número de fraturas resultantes da osteoporose.

A osteoporose é mais acentuada nas mulheres, particularmente a partir da menopausa, que é quando há diminuição de hormônios que são importantes para a fixação do cálcio nos ossos. Pode-se estimar que a partir dos 50 anos, 30% das mulheres e 13% dos homens sofrerão algum tipo de fratura por osteoporose.

COMO EVITAR ?
A osteoporose apesar de ser um processo natural do envelhecimento, afeta mais algumas pessoas do que outras, havendo algumas famílias nas quais a incidência é maior. Alguns fatores condicionam maior risco de ocorrência da osteoporose, dentre os quais se incluem: menopausa precoce, ausência de menstruação, história pregressa de fratura, terapia por esteróide, e outras condições como doença da tireóide e câncer.
A ingestão inadequada de cálcio e a falta de vitamina D podem causar enfraquecimento dos ossos. Alguns hábitos também podem afetar os ossos: o consumo excessivo de proteína, de cafeína, de sal, de bebidas alcoólicas, o tabagismo e a inatividade física na infância e na adolescência podem levar a uma redução da massa óssea.

COMO FAZER O DIAGNÓSTICO ?
Sendo a osteoporose uma condição previsível, é muito importante detectá-la antes que ocorram fraturas.
A medição da massa óssea pode ser, hoje, fácil e rapidamente realizada em equipamentos modernos. O "densitômetro" utiliza a medição da absorção do Raio X de dupla energia para, em poucos minutos, determinar a massa óssea. Este exame usa uma radiação muito pequena, sendo menor do que os níveis mínimos aceitáveis de radiação diários. Assim, o exame pode ser feito e repetido, inclusive em crianças e mesmo em grávidas.

QUANDO FAZER A DENSITOMETRIA ÓSSEA ?
Todas as pessoas com fatores de risco ou com sinais de osteoporose devem se submeter ao rastreamento pela densitometria óssea.
Fatores de risco: terapia por esteróide, menopausa precoce, amenorréia, deficiência de hormônios sexuais em homens, tireóide hiperativa, doença intestinal, anorexia nervosa, doença grave do fígado ou dos rins.
Sinais de osteoporose: osteoporose evidenciada pelos Ráios X, história de fratura anterior, diminuição da estatura.

COMO É O TRATAMENTO ?
O seu médico poderá orientar modificações no seu estilo de vida, como por exemplo: indicar a adoção de uma dieta alimentar balanceada, sugerir a opção pelo uso de escadas em vez do elevador e recomendar caminhadas leves. Poderá, também, receitar duas linhas de remédios: os que inibem a reabsorção óssea (bifosfonatos) ou os que estimulam a formação óssea (paratormônio).
Lembre-se, nunca é muito cedo ou muito tarde para iniciar o tratamento. O tratamento deverá ser feito por vários anos para ter efeito sobre a perda óssea e sobre o número de fraturas.

COMO O LABORATÓRIO PODE AUXILIAR ?
Alguns exames laboratoriais são usados para identificar as causas da osteoporose e, também, auxiliar no acompanhamento do tratamento. Se um indivíduo inicia o seu tratamento, a densitometria só revelará se houve melhora depois de um a dois anos, contudo, os marcadores bioquímicos já poderão dar esta indicação depois de três a seis meses.

1 - Dosagem do Cálcio e Fósforo no sangue e na urina

2 - Dosagem de Paratormônio

3 - Dosagem dos metabolitos da Vitamina D

4 - Marcadores bioquímicos do metabolismo ósseo:

A) Os que indicam atividade de formação do osso: Fosfatase alcalina óssea e total, Osteocalcina e Propeptídeos do colágeno tipo 1.

B) Os que influem na reabsorção do osso: Hidroxiprolina, Piridolinas totais, Piridolina e/ou Deoxipiridolina livre, N-telopeptídeo, C-telopeptídeo e Fosfatase alcalina tartarato-resistente.

 
 

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Atualmente um grande número de pessoas utilizam ervas medicinais sem o conhecimento de seu médico. Saiba mais

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